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CONHEÇA AS CIDADES QUE A TRANSBRASILIANA CORTA

Getulina

No início do século, a extensa região atualmente cortada pela Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, figurava nos mapas geográficos apenas como zona desconhecida. Por volta de 1890, os paulistas desbravadores já haviam chegado a Bauru e aí pararam; mas só por algum tempo, para se refazer dos esforços e prosseguir a caminhada mata adentro.

Em 15 de novembro de 1904, chegaram à Bauru, homens trazidos de Pederneiras, Agudos e Dois Córregos, que empunhando foices, machados, picaretas, enxadões e os mais variados instrumentos, deram início a abertura da estrada de ferro. Enquanto uma parte dos homens concentrava seu trabalho de abertura das matas ao longo do terreno balizado para o recebimento dos trilhos, outra turma se embrenhava pelo sertão, abrindo os primeiros caminhos da civilização e desvendando os mistérios da zona desconhecida.

À medida que a estrada avançava, a cor do solo que era branca, foi mudando para vermelha e barrenta, muito adequada à agricultura. O primeiro trecho de 92 km foi inaugurado em setembro de 1906 com a presença do Ministro da Viação, Dr. Lauro Muller, que emprestou seu nome à estação da ponta da linha.

Duas nações indígenas habitavam essa região: os Coroados e os Guaranis, que cortavam os cabelos à “Nazareno”. Mencionam- se ainda como nação distinta, os Caiangs, mas que alguns historiadores classificam como os mesmos Guaranis.

Em outubro de 1917, um grupo de engenheiros dirigidos por Florindo Beneducci e chefiados pelo Dr. Aristides Mercês, chegou às margens do Rio Feio para dividir as terras do Espólio do Dr. Bernardino de Campos. Foi justamente nas terras do herdeiro Carlos de Campos que o Dr. Mercês fundou um patrimônio que o tempo se encarregou de chamar GETULINA, em homenagem à companheira do fundador.